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Ayine Editora

Poemas de Natal

R$ 49,90
FicçãoLiteratura EstrangeiraPoesia

Descrição

Desde que comecei a escrever poesia a sério — ou mais ou menos a sério —, tentei compor um poema a cada Natal, como uma espécie de mensagem de congratulação. Muitas vezes perdi a oportunidade, deixei escapar. Uma ou outra circunstância me impediu". Assim, em uma entrevista dos anos noventa, Joseph Brodsky relembra seus Poemas de Natal, dezoito no total. Trinta e três anos dividem os primeiros versos dos últimos, escritos em 1995. Nos anos sessenta e setenta, os poemas natalícios são variações fantásticas, rabiosamente amargas, melancólicas, divertidas, inspiradas na festividade, mas quase liberadas da recorrência concreta. Como 24 de Dezembro de 1971: "Somos todos, no Natal, meio Reis Magos./ Nas mercearias, lama e aglomeração. Por umas latas de doce com gosto de café/ dá-se o assédio a um balcão/ por um monte de gente toda empacotada: cada um é ao mesmo tempo rei e camelo”. Nos anos oitenta a guinada, que é ao mesmo tempo temático e estilístico: justamente o evento da Natividade, um milagre que se repete pontualmente e ilumina o nosso destino, se faz espelho de uma reflexão sobre o tempo, a solidão e o amor que tem a leveza irônica de uma sonata mozartiana: Não importa o que havia em volta, e não importa/ se a tempestade uivando se estendia no profundo, / se o espaço campestre era apertado/ e se não havia para eles outro lugar no mundo./ Primeiro, eles estavam juntos. Segundo, / e principal, eles eram três e, doravante, / tudo o que se fazia, regalava ou cozia, / no mínimo, por três se dividia.

Informações adicionais
ISBN 9788592649586
Autor Joseph Brodsky
Editora Ayine Editora
Edição 1ª edição
Ano 2019
Páginas 165
Idioma Português
Acabamento Brochura
Formato 12 x 18 cm
Assunto Ficção / Literatura Estrangeira / Poesia

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