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Ims Editora

Serrote - Vol.33

R$ 48,50
Ciências Humanas e SociaisSociologia

Descrição

Este número traz a seção especial “9 perguntas para o Brasil de hoje”, na qual nove intelectuais refletem sobre questões cruciais no país, da proliferação da violência ao silêncio dos escritores diante do autoritarismo. A psicanalista Maria Rita Kehl analisa as origens do ressentimento que aflora na política. Baseada em sua experiência, a escritora Lola Aronovich trata da disseminação dos discursos de ódio na internet. Adilson José Moreira escreve sobre o humor racista, enquanto o escritor João Silvério Trevisan analisa as ameaças aos direitos LGBTQ. Aparecida Vilaça, por sua vez, trata da perseguição aos grupos indígenas. Ainda nesta seção, o sociólogo Ricardo Antunes reflete sobre a história dos direitos trabalhistas no país. Luiz Eduardo Soares trata do incentivo ao armamento da população. Juliana Borges discute o encarceramento em massa. O romancista Milton Hatoum reflete sobre o papel do escritor em tempos de opressão. Esta edição traz também um trecho do novo livro do filósofo francês Georges Didi-Huberman, Desejar desobedecer, inédito no Brasil. O intelectual trata dos sentimentos de revolta que provocaram levantes populares no passado e no presente, comparando-os aos movimentos do oceano. “A história é um mar: forma de dizer que, nela, a agitação nunca tem fim. Ou melhor, que ela é, incessantemente, agitação”, escreve. Outro destaque é o ensaio da escritora jamaicana Claudia Rankine, radicada nos EUA. Autora do premiado livro de poemas-ensaios Cidadã, ela narra neste texto suas tentativas de questionar homens brancos sobre seus privilégios. “Imaginei a mim mesma – uma mulher negra de meia-idade – caminhando em direção a estranhos e fazendo tal pergunta. Será que reagiriam como o capitão de polícia em Plainfield, no estado de Indiana, quando sua colega, durante um treinamento de diversidade, disse que ele se beneficiava do ‘privilégio do homem branco’? Ele ficou furioso e a acusou de cometer calúnia racial. Eu também seria acusada?” As reações às demandas identitárias também são abordadas por Lucía Lijtmaer, no livro Ofendidinhos, que a serrote publica na íntegra. A escritora argentina, radicada na Espanha, trata da criminalização e perseguição de militantes ao redor do mundo. Segundo ela, ao desqualificarem movimentos sociais e identitários como simples queixa ou mimimi, os conservadores demonizam o protesto e colaboram para o avanço do obscurantismo e do fascismo. A serrote #33 publica também uma seleção da correspondência entre os filósofos alemães Hannah Arendt e Gershom Scholem. Nas cartas, de 1963, eles discutem as teses defendidas por Arendt no clássico Eichmann em Jerusalém, principalmente sua teoria sobre a “banalidade do mal”. O debate acalorado viria a provocar o rompimento dos dois. Este número traz ainda “Uma visita a Montaigne”, uma passagem dos diários de Virginia Woolf. A escritora inglesa descreve a viagem que ela e o marido fizeram ao interior da França, em 1931, para conhecer a torre onde viveu e trabalhou o filósofo Michel de Montaigne, considerado o inventor do ensaio. Episódio central na história brasileira, a Guerra de Canudos é o tema de dois ensaios da revista. Hélio de Seixas Guimarães, professor de literatura, escreve sobre como Machado de Assis e Olavo Bilac expressaram visões distintas sobre o conflito antes da publicação de Os sertões. Já o pesquisador Carlos Augusto Calil examina o choque de Euclides da Cunha diante do massacre promovido pelo governo contra os sertanejos.

Informações adicionais
ISBN 9788560167135
Autor Ims
Editora Ims Editora
Edição 1ª edição
Ano 2019
Páginas 224
Idioma Português
Acabamento Brochura
Formato 18 x 24 cm
Assunto Ciências Humanas e Sociais / Sociologia

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