{"product_id":"ou-o-silencio-continuo-poesia-reunida-2007-2019-9786580103065","title":"Ou o Silêncio Contínuo – Poesia Reunida 2007-2019","description":"\u003cp\u003e“Marcelo Ariel é um dos grandes poetas brasileiros em atividade, isso não se discute. Esta reunião de sua poesia mostra potência em várias formas, no embate político, na deriva filosófica e no recurso jazzístico ao improviso. Ariel transita entre ruelas e vastos espaços, o silêncio solitário e o berro da guerrilha, enquanto ele próprio faz da autometamorfose poética uma ética. Poesia assim não é pra todo mundo. Mas se dirige a todo o mundo.”Guilherme Gontijo FloresEste livro não é apenas a densa antologia poética de um dos escritores contemporâneos mais instigantes e inclassificáveis (como se isso fosse pouco….). É ainda e também a potente ontologia política elaborada por um dos nossos pensadores mais originais e insubmissos. “Poderíamos responder \/ ao hibridismo \/ democracia-fascismo \/ com a invenção de uma política \/ da imanência \/ inspirada naquilo \/ que os rios e as árvores \/ têm a nos dizer?” é a questão que coloca insistentemente e a cada poema, e que tenta responder persistentemente e a cada verso com a postulação de alianças de extração afro-indígena, “sufinambá”, que, partindo das “aldeias indígenas”, “respondem de e no modo efetivo \/ da alteridade radical”, “e em suas caosmoses \/ se conectam com a vida dos poetas \/ dos loucos \/ das crianças \/ dos pobres que não desejam a riqueza \/ enfim \/ com os campos de irradiação \/ da diferença \/ dos que vivem mais próximos do \/ Devir-Xingu do que do Devir-Brasília \/ ou do Devir-Cubatão”. É como se toda a poesia (i.e., toda sua política) de Marcelo Ariel fosse a tentativa de criar uma linha de fuga a esse Devir-Cubatão que o assola, que nos assola como o “ANJO DA HISTÓRIA * NOSSO INIMIGO”, e permitir a “a invasão das fagulhas de novas sinapses, \/ novas configurações da mente \/ nas crianças, nos loucos, nos índios e nos chamados poetas, \/ seus símiles novas sinapses invadindo \/ como estes desabrigados invadem os prédios, \/ mas as sinapses não dependem, nem esperam apenas invadem \/ como os sem-terra, os sem-teto \/ o espaço delimitado”. Daí a importância do surto (“surto cósmico”, “estados surtológicos”, “é preciso trincar o nome das coisas com o surto”), que instaura um estado, nomadológico em relação a(o) si, e dialógico com o outro (“Os movimentos de nomadismo dialógico que chamamos de conversas, diálogos são para o ser o mesmo que O SONHO ou O SURTO”) e em que se trata de ser invadido, de tornar-se uma invasão, um espaço de resistência (“O DEVIR NEGRO INAUGURA O QUILOMBO INTERIOR DE CADA SER”). Mas a ontologia política aqui não é enunciada. É performada. Ela se faz – a cada poema, a cada poiesis, porque em jogo está uma transformação do que nós somos e também da linguagem que somos e que é: “Somos como letras \/ num poema, \/ da ausência inconcebível do antes \/ à falsa nulidade do depois \/ Também somos o sopro \/ que se move \/ entre os dois”, como lemos em “Ontologia e signo”. Não se trata então somente de contaminar a poesia pela política, mas também, dada a aliança que se propõe, de devir-poética a política: “Cancela a usina \/ com o cantar \/ porque a voz está \/ no rio abraçando o mar”. Ao fim e ao cabo, Ariel nos exorta a fazer “uma caminhada por dentro de lugares que aparentemente nos sonham pelo lado de fora”, na forma de sucessivos surtos, isto é, poemas, isto é, diálogos com a alteridade radical que nós somos, que nós podemos ser, se tomarmos a “DECISÃO SURTOLÓGICA DE NASCER”, se produzirmos em nós esse “incêndio ao contrário”. Afinal, “É impossível encontrar quem não saiu de si”.\u003c\/p\u003e\u003ch5\u003eInformações adicionais\u003c\/h5\u003e\u003ctable class=\"ficha-tecnica\"\u003e\u003ctbody\u003e\n\u003ctr\u003e\n\u003ctd\u003e\u003cstrong\u003eISBN\u003c\/strong\u003e\u003c\/td\u003e\n\u003ctd\u003e9786580103065\u003c\/td\u003e\n\u003c\/tr\u003e\n\u003ctr\u003e\n\u003ctd\u003e\u003cstrong\u003eAutor\u003c\/strong\u003e\u003c\/td\u003e\n\u003ctd\u003eMarcelo Ariel\u003c\/td\u003e\n\u003c\/tr\u003e\n\u003ctr\u003e\n\u003ctd\u003e\u003cstrong\u003eEditora\u003c\/strong\u003e\u003c\/td\u003e\n\u003ctd\u003eKotter Editorial\u003c\/td\u003e\n\u003c\/tr\u003e\n\u003ctr\u003e\n\u003ctd\u003e\u003cstrong\u003eEdição\u003c\/strong\u003e\u003c\/td\u003e\n\u003ctd\u003e1ª edição\u003c\/td\u003e\n\u003c\/tr\u003e\n\u003ctr\u003e\n\u003ctd\u003e\u003cstrong\u003eAno\u003c\/strong\u003e\u003c\/td\u003e\n\u003ctd\u003e2019\u003c\/td\u003e\n\u003c\/tr\u003e\n\u003ctr\u003e\n\u003ctd\u003e\u003cstrong\u003ePáginas\u003c\/strong\u003e\u003c\/td\u003e\n\u003ctd\u003e504\u003c\/td\u003e\n\u003c\/tr\u003e\n\u003ctr\u003e\n\u003ctd\u003e\u003cstrong\u003eIdioma\u003c\/strong\u003e\u003c\/td\u003e\n\u003ctd\u003ePortuguês\u003c\/td\u003e\n\u003c\/tr\u003e\n\u003ctr\u003e\n\u003ctd\u003e\u003cstrong\u003eAcabamento\u003c\/strong\u003e\u003c\/td\u003e\n\u003ctd\u003eBrochura\u003c\/td\u003e\n\u003c\/tr\u003e\n\u003ctr\u003e\n\u003ctd\u003e\u003cstrong\u003eFormato\u003c\/strong\u003e\u003c\/td\u003e\n\u003ctd\u003e16 x 23 cm\u003c\/td\u003e\n\u003c\/tr\u003e\n\u003ctr\u003e\n\u003ctd\u003e\u003cstrong\u003eAssunto\u003c\/strong\u003e\u003c\/td\u003e\n\u003ctd\u003eFicção \/ Literatura Nacional \/ Poesia\u003c\/td\u003e\n\u003c\/tr\u003e\n\u003c\/tbody\u003e\u003c\/table\u003e","brand":"Kotter Editorial","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":44406167961688,"sku":"9786580103065","price":139.7,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0738\/6149\/6920\/files\/9786580103065.jpg?v=1784595375","url":"https:\/\/artedoslivros.com.br\/products\/ou-o-silencio-continuo-poesia-reunida-2007-2019-9786580103065","provider":"Arte dos Livros","version":"1.0","type":"link"}